quarta-feira, 30 de maio de 2012

PROJETO EXPEDIÇÃO: DOS SERTÕES ÀS QUEBRADAS, ESCAMBANDO POR ESSES BRASIS


Por Ray Lima

PROJETO EXPEDIÇÃO: DOS SERTÕES ÀS QUEBRADAS, ESCAMBANDO POR ESSES BRASIS. Desde o dia 26 de maio que estamos em São Paulo, dando sequencia ao projeto - uma parceria do Movimento Escambo Popular Livre de Rua com o grupo Artemanha que desenvolve um trabalho substancial de teatro popular em Campo Limpo na zona sul paulista.

A pesquisa se efetua como ação concreta no âmbito de uma grande expedição pelos sertões do nordeste brasileiro e quebradas das periferias de São Paulo. O grupo Artemanha ao final do projeto terá como resultado o espetáculo "O homem que virou suco", com base nas pesquisas feitas no interior do nordeste e no texto original do escritor paraibano Altimar Pimentel. Por sua vez, o Movimento Escambo, representado pelos Grupos Cervantes do Brasil, Pintou Melodia na Poesia e Bando La Trupe, a partir da pesquisa em curso na cidade de São Paulo junto a nordestinos e filhos de nordestinos, produzirá um roteiro e montará um espetáculo cenopoético. No segundo semestre, as equipes voltarão aos locais pesquisados para apresentar os espetáculos.

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Aprveitando o momento em São Paulo participamos da Revirada Cultural do Coletivo de Arte - CITA, de Campo Limpo, um ato de celebração e resistência pela ocupação do espaço cultural sob sua gestão há um ano.

Estivemos na última sessão do Sarau Poético do Binho também em Campo Limpo.

Marcamos presença no Encontro de Mamulengo com mestres do teatro de bonecos do Brasil, de Portugal e da América Latina.

Hoje faremos uma aula-vivência cenopoética sobre cultura popular nordestina numa faculdade de pedagogia da zona sul em Campo Limpo.

Amanhã teremos encontro com o Núcleo Pavanelli na zona norte e na sexta-feira com o grupo Buraco D'Oráculo na zona leste, onde faremos uma leitura do roteiro cenopoético de Ray Lima "Pelas Ordens do Rei que Pede Socorro".


quarta-feira, 23 de maio de 2012

FATO CONSUMADO: CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO PROMULGA


LEI DO ARTISTA DE RUA (PL 931/2011, do vereador REIMONT)

O Dia 22 de maio marcou a história da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. O líder do governo, o vereador Adilson Pires, declarou: “Gostaria de cumprir uma tarefa meio inusitada. O projeto foi vetado pelo Executivo e eu vou fazer o encaminhamento pela derrubada do veto. Comentei com o Prefeito: que eu me lembre, é a primeira vez na história que nós fazemos isso. Lembra-me o vereador Eliomar que hoje é um dia em que está acontecendo tudo de forma diferente.”

A galeria Lysâneas Maciel estava ocupada pelos artistas de rua, profissionais da arte pública que, cheios de gentileza, criatividade, cantaram e comemoram sua arte. Em uma bela e memorável homenagem à cidade, cantaram o Hino “Cidade Maravilhosa”, e fizeram tremular a bandeira do Brasil, festejando, emocionados, a vitória da sua mais bela expressão. Isso é bom para a cidade, para os que vivem nela, para seus visitantes. É bom para todos nós que queremos ver um Rio humanizado.

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro reafirma a importância da ARTE PÚBLICA no cenário carioca. Trinta e seis (36) vereadores votaram CONTRA O VETO do Prefeito Eduardo Paes. Agora a LEI PROMULGADA será publicada no Diário Oficial do Poder Legislativo do Município do Rio de Janeiro. Na sequência, a Câmara deve comunicar, por ofício, ao Prefeito, a derrubada do veto. Aguarda-se que a LEI PROMULGADA seja também publicada no Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro.

Aprendemos um pouco mais sobre a atribuição do parlamentar municipal, quando vemos o vereador REIMONT cumprir a sua atribuição de representar os anseios do povo carioca, dando voz e vez à grita popular. O vereador cumpriu o obrigatório e legítimo exercício da democrática representativa, assimilado ao tomar posse em sessão solene na Casa Legislativa, no dia 1º de janeiro de 2009.

No último dia 15, quinta-feira, na CASA DO TÁ NA RUA, o Prefeito Eduardo Paes afirmou que o VETO FOI EQUIVOCADO, diante de uma grande concentração de artistas de rua e na presença do seu secretariado.

De autoria do vereador REIMONT, a LEI PROMULGADA conta com a justificativa do teatrólogo AMIR HADDAD e é o resultado do acúmulo de discussões realizadas ao longo dos últimos 4 anos, no bojo dos coletivos, grupos e companhias, entre eles o Grupo Off-Sina (25 anos de atividade), o Tá na Rua (32 anos de atividade), a Cia Brasileira de Mystérios e Novidades, o Teatro do Oprimido, a Rede Brasileira de Teatro de Rua, que está presente em 23 estados. A ARTE PÚBLICA pede passagem! E segue, reconhecida, justa, legal e garantida, pelas ruas do Rio. O Rio versado por João do Rio: “Esta cidade é essencialmente musical; era impossível passar sem os músicos ambulantes. A música preside à nossa vida, a música auxilia até a gestação ... “ e o Rio de todos nós, capital irradiadora de inovação para todo o Brasil.

É uma grande emoção experienciar a força do povo organizado. Neste caso, organizado com arte, criatividade, música, dança, poesia e muita energia positiva. Juntos somos mais, juntos somos fortes.

Suelyemma Franco

ASS CULTURA MANDATO VEREADOR REIMONT

Câmara Municipal do Rio de Janeiro

Tel.: (21) 3814-2113

www.reimont.com.br

segunda-feira, 21 de maio de 2012

TRANSCREVEMOS A MENSAGEM ENVIADA PELO RUEIRO WAGNER, DA REDE BRASILEIRA DE TEATRO DE RUA, SOBRE O VETO DA LEI SOBRE ARTE PÚBLICA NO RIO DE JANEIRO

Por  wagnerseara@yahoo.com.br (21 de maio de 2012, 14:22 para teatroderuanobrasil@yahoogrupos.com.br)


CONFIRMADO!!!! SAIU NO DIÁRIO DA CÂMARA!!


O Diário Oficial do Poder Legislativo do Município do Rio de Janeiro, dia 21 de maio, página 26: Ordem do Dia, Sessão Ordinária, 22.05.2012 a 24.05.2012, tramitação especial, em regime de urgência, em discussão única, quórum de maioria absoluta (26 vereadores): VETO TOTAL AO PROJETO DE LEI 931/2011, DE AUTORIA DO VEREADOR REIMONT. Pareceres das Comissões de: Justiça e Redação: PENDENTE; Mérito: PENDENTE  A apreciação do veto, pela Casa Legislativa, está sendo muito aguardada.  As galerias estarão abertas para que a população acompanhe os trabalhos da Casa Legislativa, a partir das 14:30h.  O Prefeito Eduardo Paes considerou o seu veto ao PL 931/2011, de autoria do vereador Reimont (PT), que regulamenta as apresentações dos artistas de rua, um equívoco. A medida gerou grande insatisfação no meio cultural e ganhou eco nas redes sociais. Eduardo Paes aceitou o convite do teatrólogo Amir Haddad e compareceu à reunião na casa do grupo “Tá Na Rua”, na última terça-feira (15) e anunciou que vai voltar atrás. O Prefeito disse ainda que vai orientar a bancada do governo a derrubar o veto. Na mesma reunião Paes antecipou que vai lançar um edital para a arte pública, através da Secretaria Municipal de Cultura. O vereador Reimont considerou uma grande conquista para o segmento e afirmou que o grande mérito do projeto é que ele foi elaborado com a participação dos artistas.O secretário de Cultura, Emílio Kalil, o subsecretário da pasta, Walter Santos Filho, e o secretário Alexander Vieira da Costa, da SEOP (Secretaria Especial de Ordem Pública) estavam na comitiva que acompanhou o prefeito na reunião.

domingo, 20 de maio de 2012

PREFEITO DO RIO DE JANEIRO VETA LEI E DEPOIS PROMETE REVERTER A SITUAÇÃO JUNTO AOS VEREADORES


A CIDADE PARA QUEM NELA VIVE



Por Herculano, cordelista, poeta, cronista e ator 


O dia 15 de maio de 2012 já entrou para o trem da história, pois na Casa do Grupo Tá Na Rua, situado na Lapa, em frente ao Largo da Lapa e dos Arcos, um dos muitos cartões postais da querida Cidade do Rio de Janeiro, tivemos a presença do Excelentíssimo Prefeito Eduardo Paes, que saiu do seu gabinete, em encontro por ele pedido, em gesto raro, para dialogar com os artistas populares que ocupam as praças da cidade maravilhosa, tornando-a mais alegre e colorida. Essa é a função do artista de rua, romper com as cinzas do cotidiano e trocar com a população, fazendo o público refletir e ver as possibilidades da cidade, do bairro, da rua onde o cidadão circula, mora, convive e vive. E ele veio para nos trazer uma resposta as nossas indagações sobre o porque de vetar o projeto de lei 931/2011 que protege o artista popular, aquele artista-cidadão que tem uma relação vertical com seu publico, cujo holofote é o sol e a rua o seu palco, sem paredes, sem verticalidade. A Arte Pública que agora se está discutindo, é um conceito novo, mas também antigo, pois o artista de rua é ancestral, a arte de rua é ancestral, presentes nas festividades do antigo Egito, nas feiras medievais, nas quermesses das nossas festa juninas. Tivemos a boa notícia, palavras proferidas pelo senhor prefeito, que iria falar com a sua bancada, se comprometendo, para votar contra o veto e derruba-la. Isso é bom, é uma vitoria da sociedade, é uma vitória da Arte Publica. Há muito estávamos sofrendo com a truculência da guarda municipal, impedindo o direito a expressão, impedindo a poesia, o colorido, coibindo a nossa liberdade.

Quando o artista, os grupos, ocupam as praças, estão fazendo uma declaração de amor a cidade. É legitimo e bom para o poder publico reconhecer a importância da arte pública, pois ela não é uma produção do poder publico, ela é feita por particulares, por indivíduos, cidadãos que vivem nesta cidade, que acompanham sua rotina e que deve ser protegida pelo poder publico, concedendo-lhe a liberdade das ruas e não permitindo que os cassetetes falem mais alto. Aprovar está lei é disser sim à vontade popular, pois ela foi baseada e escrita através de consultas na base, ou seja, o povo foi consultado. O cargo de vereador pertence ao povo e considero um dever que cada vereador vote contra o veto da lei, fazendo jus e a vontade do povo. Cabe a cada representante da Casa do Povo, a Câmara de Vereadores que respalde a confiança que foi depositada pela população para que suas necessidades, suas ansiedades, suas propostas, suas possibilidades sejam ouvidas e dialogadas. Votar a favor da Lei, para que ela seja sancionada é votar a favor de quem vive nesta maravilhosa cidade. O futuro  se faz no presente e reconhecer e legitimar a importância da Arte Pública é apontar para o futuro,para o moderno, pois o futuro se faz no presente. 
Termino cantando:

 "Rio de Janeiro,
Gosto de você,
Gosto de quem gosta
Deste céu,
Deste mar
Dessa gente feliz" (Antonio Maria e Ismael Neto)


sexta-feira, 18 de maio de 2012


Vitor Pordeus (Universidade Popular de Arte e Ciência - UPAC-RJ e Laboratório TupiNagô), Ray Lima (Movimento Escambo Popular Livre de Rua, Cirandas da Vida, Cirandas de Arte, Aprendizagens, Pesquisa e Cuidado-CE e do Grupo Pintou Melodia na Poesia-Maranguape-CE), Eymard Vasconcelos (Universidade Federal da Paraíba-UFPB), Julio Wong (Universidade Federal Fluminense-UFF) e Johnson Soares (educador, músico e compositor do Movimento Escambo Popular Livre de Rua e do grupo Pintou Melodia na Poesia-Fortaleza-CE). 10º Congresso Internacional da Rede Unida. Távola: As Dimensões Invisíveis do Ser Humano na Produção de Saúde e Cidadania: olhares a partir da espiritualidade, da arte e das culturas tradicionais. Tenda Paulo Freire.

terça-feira, 27 de março de 2012

TEATREIROS DO BRASIL

Por Alexandre Menezes - Cia Vem Cá, Vem Vê - (Movimento de Teatro Popular de Pernambuco-MTP, Movimento Escambo Popular Livre de Rua e Rede Brasileira de Teatro de Rua-RBTR)


São muitas datas comemoradas em nosso calendário tradicional, umas ligadas a lutas sociais e as classes trabalhadoras, outras aos ciclos festivos e religiosos. Por concebermos a ideia de que o teatro é uma grande ação para o desenvolvimento humano, foi importante, e ainda é, para o Movimento de Teatro Popular de Pernambuco celebrar junto a população, desde 1989, o Dia Mundial do Teatro em mais uma edição do "UM Março de Teatro".

Esta mostra trás em si o reconhecimento de um sentimento público de produção artistica que é anterior ao conceito de arte privada. A este movimento podemos chamar, como diz o mestre Amir Haddad, de "Arte Púbica. Uma arte que que se faz e se produz para todos, sem distinção de classes ou nenhuma outra forma de discriminação, podendo ocupar todo e qualquer espaço e, com plena função social de organizar o mundo, ainda que por instantes, faz renascer na população a esperança. Um direito de todo e qualquer cidadão.

Neste sentido o TEATRO DE RUA é a modalidade que mais se aproxima de um conceito antigo e moderno do que pode ser a arte pública. Ancestralidade e Contemporaniedade.

Dia 25 estivemos no Sítio dos Macacos e no Alto José do Pinho, bairros de Recife....ontem, dia 26, na Ilha do Maruim e Alto da Mina, bairros de Olinda e hoje pelas ruas do centro da cidade celebrando o teatro e a vida, denunciando publicamente os males e os mal feitores que afligem a arte e o povo.

domingo, 4 de março de 2012

CINCO ANOS SEM CHICO DANIEL

POR JÚNIO SANTOS



Hoje faz cinco anos que o Mestre do João Redondo do Rio Grande do Norrte e do mundo, CHICO DE DANIEL (por levar o nome do pai Mestre Daniel) e depois, definitivamente, CHICO DANIEL, faleceu. Para todos que tiveram o prazer de vê-lo brincar, resta a saudade, as lembranças desse homem simples, modesto e inocente, que encantou a todos com sua simplicidade e verdade no trato com os bonecos.

Nos conhecemos no início dos anos 80 e mantivemos uma relação de amizade profunda e respeitosa, ele como mestre e eu como um simples candidato a ser artista de rua.

A última vez que nos encontramos foi um ano antes de sua morte no encontro de teatro boneco de Brasília, produzido pelo Ricardo. Dividimos quarto. Eu, ele, Gilberto Calungueiro e seu filho Daniel. Conversamos muito e nessas conversas num almoço na casa do bonequeiro Josias lá de Brasília, constatamos o quanto ele (e muitos outros mestres) são explorados em projetos da área, com diferenças de cachê assustadoras. Ele ganhava praticamente 10% do valor dos cachês de outros grupos e bonequeiros mesmo tendo servido durante tanto tempo como referência.

Chico já foi para outra e depois de morto virou nome até de um teatro em Natal-RN, mas como anda sua família que durante toda a sua existência teve como principal renda e forma de vida o dinheirinho que ele ganhava com os bonecos?

Temos que fazer essa reflexão sempre. Nossos artistas e mestres populares estão passando mal, comendo o pão que o diabo amassou, enquanto os banqueiros, empresários, a classe política, os magistrados, artistas privilegiados e produtores se divertem com a grana do imposto que o povo paga.

Daqui peço mais uma vez sua proteção, meu mestre, e que continue brincando muito onde você estiver.

Bom-dia a todos!